terça-feira, 27 de abril de 2010

se fosse só sentir saudade, mas tem sempre algo mais...




' eu te amo, eu te amo, eu te amo... '
Mauricio repete várias vezes em frente ao espelho, esse é o seu discurso que é treinado a semanas.
É o que ele pretende dizer a Rebeca, sua namorada.
Será a primeira vezes que estas palavras serão ditas por ele, e mais do que ditas, elas são sentidas.
Ele não faz idéia do que esperar, Rebeca é sempre tão fechada, mas parece corresponder, ela se importa com ele, não muito, mas se importa o bastante.
Eles se encontram, Mauricio diz que tem algo importante a ser dito, Rebeca está atenta, esperando.
Então, olhando atentamente em seus olhos, Mauricio diz, aquela palavras que passou tanto tempo treinando.
- Eu te amo, Rebeca. Eu te amo mais que tudo.
Como resposta, Rebeca olha com um olhar assustado, sem reação.
Um sorriso fraco, sem graça, sem vontade, nasce no lado esquerdo de seu rosto.
- Me desculpe.
Ela pega as suas coisas e sai.
Mauricio agora está com o seu coração nas mãos, ele se abriu, pegou o que havia de mais precioso e ofereceu a quem achou ser merecedor.
Ele foi rejeitado, isso acontece constantemente.
A questão é saber começar denovo, guardar o teu coração e oferecer parar o próximo pra quem você sinta que deve dizer ' eu te amo '.

quinta-feira, 22 de abril de 2010


Eu perdi as chaves dessa prisão.
Eu confundi o meu tipo de liberdade.
Achava que podia fazer tudo, ser tudo o que eu quisesse.
Como uma criança que é capaz de imaginar um mundo.
Talvez em outro mundo, aonde a mente é aberta e se pode dizer a verdade sem temer as punições, talvez em outra vida aonde eu tenha for o suficiente pra dizer o que realmente penso.
Talvez em um mundo assim, eu seja liberada dessas amarras, dessa prisão invisível, que me prende impedindo de chegar aos meus objetivos.
Eu queria poder me jogar, voar todo o céu, mergulhar e conhecer tudo o que o mundo tem a me oferecer, fazer tudo sem se preocupar com as conseqüências, sem ter que preocupar com nada além de mim mesmo.
Realizar todas as minhas vontades, ser eu mesma e libertar os meus pensamentos.
Se todos pensassem como eu, talvez eu não teria tantos problemas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010


Tinha essa garota, daquele tipo antigo, meio romântico, seu nome era Luiza.
Ela gostava de mandar cartas pra amigos, escrevia canções de amor e a sua hora preferida do dia era o pôr-do-sol.
E também tinha esse cara, como tem em todas as história, ele era carinhoso, mas tinha o seu lado "bad boy", ele era primo de Luiza.
Gustavo, ele era o mais bonito da família, sem dúvidas.
Luiza escrevia cartas, canções, poemas, tudo sobre o sentimento que tinha por Gustavo, coisas as quais ela nunca teria coragem de mostrar.
Eles se dão bem, Gustavo gosta muito de Luiza, ele a chama de ' Minha Linda ' mas é claro que ele não gosta dela do jeito que ela espera.
Gustavo gosta de tocar violão anoite, enquanto Luiza canta. Numa dessas noites, sem nem ao menos pensar, Luiza deu um beijo em Gustavo.
Quando percebeu o que tinha feito, Luiza ficou vermelha e olho pra baixo. Gustavo por sua vez, levantou o rosto de Luiza e disse, Minha Linda, e logo em seguida à beijou, delicadamente.
A partir dai veio o que era de se esperar, é impossivel segurar.
Luiza se tornou de Gustavo e deu tudo o que tinha há ele.
Durou meses, até que Gustavo se cansou e arrumou uma nova namorada.
Luiza tem Joaquim, de bobechas grandes, é um amor, como todo o filho deve ser.
E é assim, Luiza cuida do filho de Gustavo enquanto ele leva a nova namorada pro cinema.
Ele não se importa com o que ela pensa, afinal, foi descuido dela também, então é responsabilidade dela, e Luiza, ah, ela não tem o que pensar, não mais, devia ter pensado antes, se valia a pena mesmo.